Começam as obras do projeto para despoluição da Beira-Mar Norte em Florianópolis

March 19, 2018

Um evento realizado na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, na manhã desta quinta-feira, 15, marcou a assinatura da ordem de serviço e o início efetivo das obras de despoluição da Baía Norte no trecho em frente à orla da avenida cartão-postal da Capital. Em ato solene, o governador Eduardo Pinho Moreira, o prefeito Gean Loureiro e o presidente da Casan Valter Gallina entregaram ao consórcio vencedor da licitação a autorização para o início dos trabalhos

 

Conforme o contrato prevê, o prazo de execução das obras é de oito meses. Depois disso, segundo o prefeito Gean Loureiro, será preciso esperar de quatro a seis meses até que a orla esteja despoluída e balneável

 

 

Orçado em R$ 24,5 milhões, o projeto deverá custar 30% a menos, já que o consórcio vencedor da licitação apresentou proposta de R$ 17 milhões. Conforme o presidente da Casan afirmou, ao contrário do que muitos pensam, não será preciso despoluir toda a Baía Norte para que o trecho em frente à Beira-Mar Norte seja balneável. Não será necessário tratar toda a área continental. A bactéria, o coliforme fecal não tem capacidade de locomoção, podendo ser carregados no máximo a 200 metros (do ponto de despejo). Hoje, a Baía Norte já é própria para banho a 200 metros da orla.

 

O Projeto

 

Para levar adiante a ideia de despoluir a orla da Beira-Mar Norte, será instalada junto à Estação Elevatória da Casan (área conhecida como Bolsão) uma Unidade Complementar de Recuperação Ambiental (URA), que vai tratar a água contaminada da rede de drenagem antes de lançá-la ao mar.

 

De acordo com a Casan, o tratamento será realizado em uma sequencia de dois processos, o primeiro é a flotação por ar dissolvido onde o material particulado que esta suspenso na água é retirado. O segundo processo é a desinfecção, onde os coliformes (grupo de bactérias utilizado como indicador de balneabilidade) são desativados.

 

Para isso, cada uma das saídas da rede de drenagem (aquelas tubulações de cimento) receberá um sistema próprio de captação e bombeamento. Assim, serão de 15 a 20 pequenas estações elevatórias conduzindo a mistura de chuva com esgoto até a URA, que terá capacidade de tratar quase 13 milhões de litros por dia.

 

Adaptado de: Hora de Santa Catarina

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